we know that nothing is forever
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la teremos ficado, pra sempre, à margem de nós mesmos. Fernando Pessoa
theme by nee-d. don't copy.

Twilight (2008): The baseball scene
Requested by Maria 


diario-de-uma-rockeira:

A vida te muda, mesmo você não querendo. Ela te obriga a crescer, te obriga a mudar. Poetas Suicidas


diario-de-uma-rockeira:

Duvide dos meus sorrisos, não dos meus sentimentos.


“O problema é a espera. Esperamos. Das pessoas, das coisas, dos fatos, de nós mesmos.”
~ Caio Fernando de Abreu. (via diario-de-uma-rockeira)

Ela realmente não se entendia. Um minuto atrás estava lá ela sorrindo e agora, está jogada num canto aos prantos por sabe-se lá o quê. Lágrimas escorrem do seu rosto, uma atrás da outra, sem tréguas. Diariamente isso, essa tristeza, essa melancolia invadia o seu coração, e  as lágrimas vêm logo em seguida. Era uma mistura de sentimentos, sim ela era. Uma confusão em sua cabeça, um turbilhão do coisas, sua vida era uma catástrofe. Furacões, terremotos passavam diariamente pela sua vida e deixava-a de cabeça para baixo, mais confusa a cada dia. Ela acreditava que um dia iria encontrar um príncipe, acreditava em finais felizes, ou melhor, histórias felizes, mas sem finais. Acreditava em contos de fadas, gostava de acreditar, pois assim fugia da dura realidade que a cercava. Por causa disso era chamada de criança, mimada, inocente e boba. Mas acredite, disso ela não tinha nada, sabia muito bem quando era bem vinda, quando a queriam por perto. Mas de uns tempos pra cá, vinha sentindo que ninguém a queria por perto. Se sentia abandonada e só. Tudo mudou, ela não sabe como, foi tudo tão rápido, tão depressa, parecia que ontem mesmo ela corria pelo quintal de sua casa, em sua rua, indo pra lá e pra cá. Lembrara de quando estava aprendendo a andar de bicicleta, seu primeiro tombo, o quanto doeu. Hoje já percebe que as suas dores de quedas de bicicleta não doem mais do que as que sente agora. Mas na verdade ela sabia um dos motivos de se sentir assim. Podia por vezes falar que não, mas ela no fundo sabia que era por causa de algo que a machucara, ou melhor, alguém. Alguém que a fizera sofrer, um alguém que a deixara, sem motivos, sem uma explicação. Ela teve seus sonhos desfeitos, foi usada e deixada para trás. Aprendeu da pior maneira que ela não pode se apegar muito rápido, que não pode colocar expectativas demais em algumas coisas. Aprendera também que já não pode confiar nas pessoas, pois a maioria delas não estavam nem aí para o que ela realmente sentia. Ninguém procurava entendê-la, só a julgavam, e ela se cansara disso, cansara de ser jogada para trásAquela menina bem humorada, de olhos brilhantes, sorriso largo estampado no rosto. Onde foi parar? Ela não sabe, não a vê já faz um tempo, e ela sente falta. Tentara achá-la de qualquer maneira, mas nada de encontrar, está trancada dentro de um quartinho a sete chaves, difícil de abrir. Ela mesma já tentou várias vezes, mas não conseguiu. Uma vez ela conseguiu tirá-la de lá, mas em pouco tempo voltou de novo, se recusa a permanecer muito tempo, o por quê? Porque ela se cansou de falsidade, desse desprezo da sociedade… Talvez algum dia ela reapareça quem sabe, e voltará cheia de sorrisos, mas por enquanto no lugar desta agora reina uma criatura tristonha e fria, muitos a chamam de anti-social, mas ela só se sentia mal, e preferia que ninguém soubesse disso, por isso se afastavaMas menina tola era essa, porque apesar de saber de tudo isso não conseguia mudar esse seu jeito tão intenso de ser e de amar. (av)   


fucked-l0ve:

Minha garganta se entalou de palavras que eu sempre quis dizer e não disse, por um puro medo de parecer tola. Meus olhos se encheram de lágrimas que nunca deixei escorrer com medo de parecer fraca. Minha mente se encheu de pensamentos que nunca saíram de minha cabeça pelo meu medo de ser julgada. Estou cansada disso. Parece que cada passo meu é na direção errada, cada suspiro é um erro. Sinto-me errada. Sinto-me uma inútil, sem lugar nesse mundo com pessoas que só fazem julgar ao invés de olhar para os próprios erros. Vê o que essa gente fez comigo? Vê no que me transformei? Eu não devia perder meu valioso tempo me preocupando com o que os outros pensam. Ao menos não antes de definir o que eu penso. O que sou? Um projeto dos pensamentos dos outros? Essa gente me mudou. Mudou meu jeito de pensar, meu jeito de agir. Essa gente estúpida me impediu de ser quem eu era. Criou um padrão e obrigou-me a segui-lo. Ao olhar-me no espelho pergunto-me “Eu quero isso? Quero ser isso?” e a sociedade responde que “sim” mesmo que eu queria gritar um “não”. Isso me consome, me destrói, me enlouquece. Por que me tornei isto? Por que me tornei aquilo que mais temia ser? Me tornei uma folha branca, onde eles escreveram meu destino. Me tornei uma perfeita infeliz. E não quero isso. Eu nunca quis. Me tornar esse ser que vive uma história baseada em mentiras, em fatos que não verdadeiros dentro de mim, nunca foi o que quis. E o pior de tudo, que eu não era assim. Eu era alegre, divertida, tão pouco me importava com a opinião dos demais. Eu andava de cabeça erguida, mesmo se estivesse com o mundo desabando sobre minha cabeça. Eu era livre. E agora eu me olho no espelho e não me reconheço, eu me tornei uma estranha. E o pior que a culpa disso tudo que está acontecendo é minha, eu sei. Minha culpa por ser uma idiota, uma burra completa. Um burra que se perdeu no mundo. Mas eu acordei não foi ? Eu conseguir abrir os olhos e enxergar o que estava fora do comum aqui dentro. O que estava quebrado sabe ? E agora, bem agora só me falta coragem. Para erguer a cabeça e conseguir consertar tudo. Se ainda for possível.  - Iana (fucked-l0ve) e Gabriela (t0xicgun)


poesia-naufraga:

Eu sou uma garota que passa horas na frente do espelho fazendo caras e bocas. Gosto do diferente, nada que seja normal demais me agrada. Costumo ser tímida, aliás , minha timidez já me atrapalhou muito. Não sou uma menina igual a tantas, que passam noites em claro chorando por um amor incorrespondido, pois se eu não me amar em primeiro lugar, ninguém amará. Domino a arte de ser irritante, e por sinal muito. Nunca fui a princesinha encantada que todos imaginam, mas sempre sonhei com um príncipe. Não digo um príncipe encantado montado em um cavalo branco que venha me buscar na torre do castelo, nada disso. Mas sim um príncipe que seja perfeito para mim, que suas imperfeições se encaixem com as minhas, um príncipe que do meu ponto de vista consiga me fazer feliz e que tenhamos um final feliz juntos. Posso ser um pouco difícil de lidar, mas quem tiver paciência e calma conseguirá me desvendar rapidamente, pois não sou um quebra cabeça impossível de se montar. Só espero que algum dia alguém compreensivo e muito paciente apareça para me redescobrir. Algumas vezes foi preciso eu levar alguns tombos para aprender a derrubar, pois na vida se você não for esperto acabará machucado de tantos tombos que levará da vida. Espero ansiosamente pelo dia que irei conseguir desvendar o que se passa aqui dentro, nessa confusão de sentimentos. Talvez esse dia não chegue, mas não perco a esperança de conseguir me entender, falta um pouco de compreenção de minha parte, pois com todos esses sentimentos aqui dentro fica difícil entendê-los. Talvez algum dia eu ainda possa provar mais um pouco dessa tal felicidade que a algum tempo me fez uma breve visita. Sou apenas mais uma garota tentando desvendar as mistérios e desafios de uma maravilhosa fase da vida. (poesia-naufraga)


Lagrima idiota, volta pro olho.


quase-heroi:

amor não se calcula em quilômetros {…} Então foda-se a distância. (quase-heroi)